terça-feira, 24 de julho de 2012

FÉ // FAITH




““. se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível" (Mt 17.20).

“A fé é o instinto da ação” Fernando Pessoa

Em nosso universo habitam nossos sonhos, crenças, suposições, nossas virtudes e lixos emocionais que então consciente e inconscientemente trafegam entre os dois mundos, interno e externo, que se se manifestam aos olhos de outros.

Falamos do que somos nossos planos, externamos nossas crenças e então interagimos com pessoas materializando uma pequena parte do que verdadeiramente temos e somos. O que quer sejamos nós, o que quer que acreditemos ou planejemos tudo constantemente se move de dentro para fora.

Estamos num eterno combate no qual os inimigos somos nós mesmos, materializados em forma de forças contrárias que nos refreiam de tornar visíveis e palpáveis partes de nós que jazem escondidas, ignoradas ou perdidas em nosso interior, tais como a fé.

Que tipo de energia é a fé?  É dinâmica ou potencial?

Foi dito que a fé move montanhas, todavia não se tem visto montanhas movendo-se com tal frequência.

Tenho ouvido milhares de pessoas falando sobre sua fé em algo maior e sobrenatural que vai além de sua compreensão.

A fé é força dinâmica como todas as outras energias  que geramos em nós. Calcada ou não em algo sobrenatural, nós a trazemos do seu ponto subjetivo, da grandiosidade do que, internamente, a estreiteza de nossas mentes consegue observar, aos sentidos de quem esteja a nossa volta.

As pessoas falam constantemente sobre fé como se isso fosse o lema de suas vidas. Amiúde observamos tolos seguindo loucos sem convicção, papagueando sobre o estático imutável de sua crença que não produzem qualquer outro efeito a não ser o cansaço dos tímpanos, as cismas e os ódios. A crença é a fé estática e nela esperamos que algo maior tome a nossa defesa e com um toque de magica nos livre de todos os males. Todavia muitos sábios, longe do quiproquó religioso, mudaram o mundo valendo-se da Fé ativa trazendo de dentro de si em perfeita sintonia entre o poder a vontade e a razão, avanços para a humanidade e uma visão diferenciada de coisas  que jaziam sob os disfarces do incognoscível e imponderável.
Isso é a fé!

--//--


"...if you have faith as small as a mustard seed, you can say to this mountain, 'Move from here to there'  and it will move. Nothing will be impossible for you." 

“Faith is the instinct of action” Fernando Pessoa

Our universe is dwelt by dreams, beliefs, assumptions, scraps of emotions and virtues which are transported from inner self into the outer one and right in front of eyes of others.

We speak of ourselves , our plans, beliefs , express our tenets , we interact with people, and materialize into the real world a small part of what we truly have got and actually are . Whatever we may be, whatever we may believe or plans, everything is constantly moving from our inner self into the outer one.

We are in an eternal battle where the enemies are ourselves embodied as opponent forces preventing some aspect of us that are hidden, mislaid or lost somewhere in our inner selves such as our own faith

Which kind of energy is this?

Is it dynamic or potential?

It has been said that faith can move mountains, nevertheless I have failed to notice any mountain been moved around so often.

Thousands of people have been talking about their faith in anything bigger, supernatural beyond their comprehension.

Faith is a dynamic force like all other energy that are created in us. Grounded in an almighty power or not, we bring out from our subjective point of view, the massiveness of what the narrowness of our minds can feel in our inner world to the senses of those around us.

People say about faith as if it were a motto of their lives but we have often observed perfect fools following religious freaks speaking with no conviction parrot-fashion about their unchangeable static tenets which do not produce any effect but tiredness in our eardrums, schisms and hates . Belief is a static faith and through it we expect that something bigger protect us with a magic spell against all evil. Neverthelesss, a lot of wisemen away from the religious misunderstandings have changed the world reaching perfect harmony , power , will and reason bringing out fundamental advances galore of humanity and a different vision of things that were in disguise of unknowable and imponderable .

 this is the  Faith!

quarta-feira, 4 de julho de 2012

O NOSSO MELHOR // OUR VERY BEST


As redes sociais dão vozes às nossas bravatas, às nossas revoltas e neuras, vociferamos contra os maus e os males,  mostramos fatos, gritando pela igualdade, cantamos loas ao que de belo foi dito e escrito, mostramos nossa euforia.  Atuamos no mundo de forma subjetiva como se do outro lado também houvesse pessoas fictícias que apenas pudessem ser observadas pelo buraco da fechadura

Escondidos em nosso vida virtual somos poderosos, perfeitos avatares do mundo melhor sobre o qual atuamos apenas de forma não efetiva num mundo onde os dias movem se por si ,passam apressados ,então tentamos nossa sorte como meros espectadores subjetivos repetindo velhos padrões de comportamento, trabalhando ativamente nossa cegueira virtual.
Vivemos nossas vidas planas, acolhendo ideias em nosso cadinho existencial, caminhando e beneficiando nossa trajetória, imersos em valores legados colocamos em ação  preconceitos, cismas ou sentimentos estribados nos progresso geral da humanidade e nossos próprios ideais.

Cada um de nós pode construir o mundo que proclamamos aos outros e desenvolver em nós o que de bom repercutimos nas redes sociais, porque nossa boa vontade é a alavanca que pode fazer com o mundo atinja melhores níveis e tornemos melhores seres humanos. 

----//---


Social network sites give us voice. When we are riled up, then we yell against the bad events and the evil things. We bring facts to light, we shout for equality and sing the praises of what have been said and written showing off our euphoria. We play a role on a subjective world as if there were fake people on the other side and could only be looked at through a keyhole.

Hidden in our virtual lives we are powerful and perfect avatars of a better world and we are not doing the best we can for the sake of legitimate excuses reminding that days pass by too fast, and we would rather simply take our chances as mere subjective spectators echoing old patterns of behaviour and actively working our virtual blindness.

We live full lives, gathering up ideas in our existential melting pot, running around for our own benefit, drowned in legacy values putting into action prejudices or good feelings that will push the general progress of humanity and our own ideals forward.

Each one of us can build the world we pass on to others and develop in ourselves what we have spread through the social networks. Because our goodwill is the lever that can make the world achieve better levels, and turns us into better human beings.



by Edson Ovidio

segunda-feira, 18 de junho de 2012

A BREVIDADE DO TEMPO // THE BRIEFNESS OF TIME



A Roda do tempo gira vertiginosamente  com  uma sucessão de fatos e eventos , um mosaico de historias , dramas , alegrias, tristeza através dos quais somos plateia e atores de um palco sempre mutável que  invariavelmente fica ,ficou e ficará  pra trás, porque o giro não cessa.

Partimos crianças e plenos  de alegria caminhamos tempo adentro prontos a observar e sermos observados, prontos para a aquisição de sabedorias. Nos domínios do tempo todavia nos encantamos com o brilhos das coisas  no entorno ,com  os jogos de ter e ser, com nossas próprias expectativas e vaidades, o que  queremos para o nosso mundo e o que os outros esperam de nós .

 A maneira de colecionadores saímos  a buscar  pedras preciosas que preencham  nossas vidas  e as quais cuidadosamente lapidamos para que reflitam nossa própria imagem  e as carregamos como bagagem de viagem. Eventualmente nossa tranquilidade se perde em algum ponto desse caminho e nosso foco lastreia- se em alguma esquina do passado. Enveredamo-nos por trilhas, becos ou vias por onde muitos trilharam e sem sucesso perderam-se ou detiveram-se envoltos nas tramas dos vícios, tabus, preconceitos.

As quimeras de nossas trajetórias e os  alvos inatingíveis  dentro do labirinto demandam todo o tempo que temos.

O tempo arqueia  nossa estupidez e  acorda a  nossa tardia sensatez  e então a sabedoria nos diz que perdemos tempo demais  recolhendo calhaus , pedras, pedregulhos e lixos que orgulhosamente ostentamos durante toda a nossa breve historia de vida e deixamos escapar pelas nossas mãos desde o primeiro vagido ate os estertores da morte.



 THE BRIEFNESS OF TIME

The Wheel of Time turns leaving behind a succession of facts and events, a patchwork of stories, dramas, joys, sadness through which we are the audience and actors upon this ever-changing stage that is , was and will always exist because the wheel will ever spins.

As children, we start off moving full of joy ready to walk through time to observe and be observed, ready for the acquisition of wisdom. Within the domain of time but mesmerized by the brightness of the things around us sourced by the endless obsession for both acquiring things or reaching a higher position, fulfilling our own expectations for ourselves and giving too much importance on whatever others expect from us.

Like miners, we went out to search for precious stones to fulfill our lives which we carefully polish and put them in our luggage . Finally, our peace of mind is lost somewhere along the way, and our focus gets stuck on some corner of the past. We go down trails and alleys and motorways through many unsuccessfully are lost and trapped in the web of vices, taboos and prejudices.

The chimeras of our unreachable trajectories and targets within this labyrinth take away all the time we have.

Time bends our stupidity and weighs on our late good sense and then our wisdom whispers in our ears saying we have lost too much time collecting pebbles, rocks, boulders and garbage which we proudly boast throughout this brief history of life that we let slip through our fingers from the very first time we start making a decision to the last throes on dying.

domingo, 10 de junho de 2012

DIFERENTES TÃO IGUAIS // DIFFERENT AND YET THE SAME


This is the very first bilingual - Portuguese / English  edition of my Blog and I hope that I can put all my ideas and thoughts across.







Diversos são os tons, jeitos, matizes e formas das gentes e muitas são sua maneira de agir e interagir com seus sentimentos, emoções ,adversidades  e com a aparente complexidade da vida  através da qual inscrevem  em si uma historia pessoal  .

Quando nos defrontamos com os povos do mundo, invariavelmente percebemos que são entes humanos assim  como nós,  expressando-se por sob um véu de culturas , costumes , aspectos cosméticos diversos , tradições, modismos e tinturas variadas diferentes das nossas .Assim como nós  cada uma das pessoas transgridem ou atem-se às cismas, tabus, religiões, conceitos e preconceitos restritivos, todavia muitas vezes imperceptíveis ao seu próprio julgamento

Há os que se isolam em seu grau extremo de diferenciação, prediletos disso ou daquilo observando com pavor  os povos laicos , outros se postam sobre seu pedestal de os melhores do mundo olhando somente a si próprios , alguns  buscam aos que passam ao largo para aprender sobre as diferenças e similitudes dando de si aos outros e  espelhando em si o que de melhor observam no outro

Quando viajamos a outros países, imediatamente somos surpreendidos pela mescla rara de idiomas nos aeroportos, o comportamento das gentes que vem a  vão . O gostoso alarido dos que colorem o momento com sua alegria esfuziante, a frieza cinza dos que simplesmente observam a si mesmos e a alegria multicor das crianças que nos fazem lembrar em todos os momentos que somos todos  uma e só coisa.


------



There are people of different colours, gaits, tones and plenty of manners through which people view the world. They behave  and interact  with feelings, emotions, adversities and the apparent complexity of the life they live and through which they write their own  personal story.
When we look  at the people  of the world, invariably  we realise  that  they  are human beings expressing themselves under  a veil of cultures, customs , traditions, trends,  various cosmetic aspects and  different  amount of dyes, mask and disguises . Like each and every  person they  are kept within  the circle of schisms, taboos, religions, concepts and  locked inside  the restriction of prejudices often imperceptible to their  own judgment nevertheless  a lot of them trespass these borders .

There are those king of anything who isolate themselves in their extreme degree of differentiation, watching   from  a distance all those  lay people with eyes of fear  , there are those standing upon a pedestal  looking at none but themselves  , some  will  look around and  learn about the differences and similarities  and replicate the best in  themselves .

Whenever  we Travel   to other countries, we  immediately  come across  a rare mix of languages ​​in the airports, the behaviour of people passing by.  The  joyfull and  colorful  moments of people at their happiest ,  the gray coldness of those who merely observe themselves and the multicoloured gladness of children  reminding us  every single  second that we are an oneness .

By Edson Ovidio

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Rosas e os Espinhos


 
Numa dessas semanas fui conhecer um evento cujo objetivo era promover a igualdade e o orgulho das diversidades na região do ABC. Era uma tarde alegre apesar do frio, todavia atrevi-me a, pela primeira vez assistir a um evento assim. O cenário a minha volta decorado com as cores do arco-íris, curiosas e chegando cada vez mais o publico da diversidade. A frente um palco faustosamente erguido e com dois mestres de cerimonia que provocavam os participantes de um gênero a se manifestarem como se fossem de outro gênero e gritarem palavras de ordem que aos expectadores culminou como uma suma ofensa quando alguém usou de termos chulos gritando do que gostava. Nesses instantes eu comprava um lanche e notei a reação vergonhosa da senhora que vendia os lanches ao ouvir tais termos e imaginei a reação de outras tantas famílias que por curiosidade ou por uma súbita tentativa de simpatia se aproximaram do evento. Eu comparo o efeito das palavras a uma quantidade de veneno que fosse despejada num reservatório de aguas e que então passasse a contaminar todo o conteúdo ou então a alguém que fumasse num ambiente fechado e empestilhasse todo o ambiente com fétido cheiro de fumaça, assim são as costuras mal urdidas ou como nossas realizações cheias de boa intenção, mas sem qualquer planejamento efetivo.
 As palavras são veículos de emoções, sentimentos e força, podem ser lenitivos, podem transmitir ódio ou amor; nesse caso, em minha opinião suscitou a aversão de muitas pessoas a ideia de coesão que o evento procurou transmitir. Nada vi que promovesse qualquer tipo de sentimento de igualdade além da esfuziante alegria, porem excessivamente exclusivista, acolhia aos que pertenciam a tribo, todavia excluía a quem os procurava compreender.
Todos os humanos são diferentes e logicamente há uma diversidade de seres com comportamento, hábitos, manias e taras variadas, sabores, odores e cores diversas, porem no trato diário aparamos as arestas das diferenças e agimos todos segundo um padrão de conduta e respeitabilidade que nos qualifica como cidadãos iguais em determinada parte do globo respeitando todas as barreiras e cismas, todavia, desfrutando do mesmo status quo, todavia sempre que exacerbamos quaisquer de nossas características comportamentais corremos os riscos de demonstrar aos circunstantes padrões outros que na verdade, buscamos não expor. Muitos se posicionam na eterna defensiva, outros se acomodam nas trincheiras do comodismo circunstancial, outros tantos se vestem para uma guerra sem fim, consigo mesmos e com a sociedade.

A igualdade se promove quando os entes se beneficiam e se respeitam e então dão do melhor de si ao todo e do todo recebem o mesmo sentimento. , numa grande simbiose de sentimentos. As variadas tribos humanas se vestem com cores e padrões diversos e todos formamos um caldo de cultura que uma vez compreendido nos faz evoluir mais e mais rumo a padrões sociais que a principio se entrechocam, são repelidos fortemente e passo seguinte tomam pra si a diferença num eterno movimento de diferenciação; o jogo social ajusta-se continuamente ao tempo, progressos tecnológicos e costumes. Assim somos nós e creio que assim seremos ad-infinito.