sábado, 3 de agosto de 2013

FAMÍLIA, Família ..família

 
A verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família.
Leon Tolstoi
 
Todos temos uma grande história, um registro memorável de boas alegrias, dificuldades superadas, do carinho e afabilidades, do companheirismo fraterno das pessoas que compõem o núcleo de onde viemos e crescemos.
 
 Entramos na vida adulta e desenvolvemos responsabilidades, passamos por lutas e desafios diários, espalhamo-nos por lugares distantes, viajamos pelo mundo, todavia invariavelmente voltamos os nossos olhos para o fundo de nossos próprios corações onde residem todas as saudades, alegrias e as melhores lembranças .
 
Por vezes, pesa-nos a inclemência de nossas próprias torpezas, estupidez, insânias e imprevidências , então precisamos que a família nos ajude a remover as barreiras dos pesadelos que criamos e nos desperte para a realidade das incertezas frente as quais nos colocamos para que assim, voltemos a cultivar o solo cuja nossa aridez de conduta tornou um deserto.
Somos as sementes lançadas em bom substrato.  Nossas bases são tão mais fortes, quão mais profunda e firmemente se aprofundem nossas raízes em amores e bons sentimentos e que nossos laços atávicos reflitam em nós as boas luminosidades da arvore de onde fomos lançados e passa-los à frente retemperados com a sabedoria que cada um de nós há de despertar ao longo dessa pequena jornada.
 
Navegamos pela vida, e nossos dias se sucedem com erros e acertos inerentes a cada um; ora singramos mares tranquilos e serenos, ora águas revoltas e bravias que nos querem levar ao fundo ; às vezes suave brisa gentilmente nos toca a face , outras vezes terrível vendaval quer destruir tudo ao redor . Todavia, Braços acolhedores se estendem em nossa direção com atenção poderosa e sentimentos bem maiores que a mera consanguinidade; assim é a família.
Por Edson Ovídio
 
 
 

segunda-feira, 15 de julho de 2013

CAMINHOS


Quando somos crianças, a vida é de fantasias, magias, um rio de felicidades; as alegrias transbordam cheias de suavidades. À nossa volta, a gente nem percebe que há um mundo de responsabilidades adultas que nos envolvem e protegem em seu halo de segurança e paz, ao abrigo das vicissitudes e amarguras que passam enquanto a gente cresce.

 À medida que crescemos, gradualmente aumentamos nossa percepção, deitamos olhos na estrada e então partimos para rumos distantes.  O mundo reflete-se em nós e então estabelecemos metas e alvos e eventualmente atingimos nenhum dos grandes alvos que sonhávamos. 
O tempo nos move compulsoriamente à frente; bebes tornam-se jovens e jovens tornam-se velhos, porém o passar dos dias não nos torna mais sábios ou maduros, posto que ser uma coisa ou outra demanda esforços, não obstante, muitos se ancoram em algum ponto do caminho, entrincheirados em medos e receios, presos às armadilhas de ódios e preconceitos outros se escondem na imbecilidade e esquecem-se de amadurecer e então os dias anoitecem.

Há muitos perfumes, tons e sabores, colorimo-nos de muitas cores, estabelecemos limites e fronteiras, herdamos preconceitos, dogmas e cismas. Há labirintos, encruzilhadas, viajamos às mais  altas colinas e , em  queda livre , nos precipitamos  rumo a  vales abissais . Miríades de pessoas passam pelas nossas vidas, somos de clãs e tribos, defendemos causas e muitos se alinham com bandeiras da paz ou de guerra

Há jovens que se acomodam no entorpecimento de intenções, viciação de sentidos e esperam que o tempo lhes preencha a vacuidade mental com sabedoria e maturidade enquanto provam  de muitos licores e sorvem diferentes vinhos. No extremo oposto, idosos avizinham-se  do fim da caminhada, solitários, carentes e sob o peso das muitas sequelas e danos de uma jornada de irreflexões  e desconhecimento de si mesmos.
Nossas vivências são burilamentos pessoais, há partidas e chegadas, encontros e desencontros, ganhos e perdas, todavia é imperioso crescer, aprender, amadurecer todos os dias e sonhar em ser sábios sempre.

By Edson Ovidio


quarta-feira, 3 de julho de 2013

REBRASILEIRANDO



Em França, sob o reinado de Luiz XVI, o povo se via oprimido pelos privilégios do clero e da nobreza e do súbito aumento de impostos devido à intervenção do país na Revolução Americana Contra a Inglaterra. Era tão grave o momento, que o povo tomou as ruas para subjugar o poder de seu governante e dizia-se, então que Paris estava intoxicada com liberdade e entusiasmo. Num desses dias de revolta total, contra a avareza do governo, seguindo os boatos da imprensa, o povo dá inicio a uma reviravolta histórica que iniciou aos tempos modernos; era a 14 de julho de 1789.
À luz do pensamento iluminista de vários pensadores, os franceses começaram então um momento histórico e com esse mesmo ideal, outros povos também foram movidos à liberdade.

Fato é que o poder é como um álcool que vicia, corrompe e, vez por outra, nossos representantes se encharcam desse ou daquele vinho e ébrios de poder querem para si muito mais do que para o bem comum.

Esses fatos repetem-se na historia de todos os povos, via de regra, espocam aqui e ali, sob esse ou aquele governante, quaisquer que sejam as causas que, sob a percepção de seus povos lhes afligem ou lhes subjuguem e então se torne a chispa contra a qual esses povos se insurjam.

Somos a mescla rara de muitos povos que iniciaram esse país, sob os auspícios de muitas culturas, muitos interesses e por fim herdamos uma pátria repleta de diferentes nuances diversos matizes, costumes. Todavia sofremos de um comodismo atávico e uma submissão de tempos imemoriais em que os coronéis faziam das suas as nossas próprias vontades.  Desde muito cedo aprendemos a ter apenas o que de bom grado sobrava da mesa de uma casa grande qualquer ou trocar favores com poderosos por um quinhão menor que mitigasse uma carência pontual.

Perdemos o contato com nossos representantes, ao mesmo passo em que a politica se investiu de uma armadura de cupidez e vilipêndio. Os simplórios dentre o povo querem Deus no poder soberano das coisas e então dão o poder a pseudo-arautos que em contrapartida trabalham por dízimos cada vezes maiores. Outros tantos dão seus votos sem qualquer regra, ideologia, porque isso aqui não há.

O povo, enfim se cansou do domínio totalitarista de nossos representantes. Que sejam bem vindos todos os gritos de liberdade! 

por Edson Ovidio

quarta-feira, 1 de maio de 2013

FARRAPOS



Sedas sujas amarfanhadas
Almas famintas desprezadas
Rendas desfeitas  e rotas
Incerteza de trilhas tortas
Rumando  a lugar nenhum
Lixo do desamor humano
Descartado rico debrum
vidas e rumos incertos
qual réles trapos de pano
homens de nossa  urdidura
seres  de ermos e desertos
Como se de fazenda impura
Que o tempo pui e esgarça
A cica da impiedade humana
que não some nem disfarça
A noite segue infinda e fria
Vida é  de breu e  escura
Quem sabe se vai amanhecer

por Edson Ovidio

quinta-feira, 11 de abril de 2013

ILUSÕES


 
Enquanto seguimos vida adentro, todo brilho mais intenso que se nos antepõe à frente do caminho, nos prende a  atenção ; todos os sentimentos de cor mais viva , toda e qualquer força capaz de saciar nossos desejos,  pelo tempo em que perdurem as fortes impressões que entorpecem, subjugam e vergam nossos sentidos pelo tempo em que, por fim,  decidimos retomar o caminho.
 
Dentro de nós residem diversos quereres  e são muitos os sonhos  que querem se tornar realidade .São muitas as sementes que lançamos em direção ao futuro e  vasto o trecho por percorrer, todavia  as luzes fugazes e efêmeras nos cegam  e , de repente, não enxergamos nada além .Dissolvemos  a vontade de ir mais adiante à conquista de nossos alvos, porque sempre teremos a impressão de que são esses os lugares onde sempre desejamos estar, essas as situações que sempre almejamos; . A mente se perde em meio a deliciosos prazeres efêmeros  e se entorpece de si mesmo.
 
Muitas são as paragens  onde hospedados nossos desejos , nossos enfados, desesperos e as vontades imediatas e neles nos demoramos tempos demais ou então deixamos que todos os nossos sentidos  e a razão se embotem .
 
As ilusões são as inconsistências da vida, são os muitos pirilampos com luminosidades fugazes que bloqueiam a visão do que realmente buscamos ;  são os instante em que fechamos os olhos para nós mesmos e então, de repente, o reabrimos e descobrimos que  demoramos tempo demais presos ao vazio.

by Edson Ovidio