A maior distancia entre pessoas é o ego
o orgulho cego de tão alto contempla
a multidão de numerosos vazios
dos terrenos baldios da solidão
o egoísmo do chão que nada cresce
triste destino sombrio
da arvore que fenece
antes mesmo de brotar do chão.
O que aparta as pessoas é o egoísmo
a concha ao abismo de si mesma
o ter preenchido de vazios
de acalentos sombrios do desdém
o baldio se desfaz em solidão
que não se reparte com ninguém
presunção da arvore de muitos frutos
que apodrecem antes de cair ao chão
Tear de Ideias é um espaço que reservei para externar criatividade , ideias, artes diversas, um espaço de divagação, filosofia, divulgação e comentário sobre textos dos Grandes Pensadores e Mestres .
sábado, 24 de janeiro de 2015
sábado, 27 de dezembro de 2014
ENSIMESMAMENTOS
penso,repenso em digressão
se abre ante mim um universo
são versos, rimas e canção
de mim para mim mesmo converso
o som, o momento a intenção
um instante um verso
e noutro instante, a emoção
do vasto mundo disperso
são rimas, canções e verso
momento magico da solidão
tudo a volta é o eu-adverso
que ri , ora chora em reverso
da alma o inverso é a razão
sussurro,resmungo, me disperso
meu universo em convulsão
o verso é o abstrato do universo
o anverso do inverso é o coração
se abre ante mim um universo
são versos, rimas e canção
de mim para mim mesmo converso
o som, o momento a intenção
um instante um verso
e noutro instante, a emoção
do vasto mundo disperso
são rimas, canções e verso
momento magico da solidão
tudo a volta é o eu-adverso
que ri , ora chora em reverso
da alma o inverso é a razão
sussurro,resmungo, me disperso
meu universo em convulsão
o verso é o abstrato do universo
o anverso do inverso é o coração
By Edson Ovidio
sábado, 6 de dezembro de 2014
TAL É A VIDA
Um corisco risca o céu
brilha e vai se embora
tic-tacs despercebidos
levam consigo as horas
a brisa sibila desejos
gostosa memoria sonora
pássaros voam bem longe
depois de bicar amoras
Desjura teu dedo em riste
esvazia teus embornais
destralha-te se triste
esqueça-os se fores capaz
do ontem farfalham e emperram
sentimentos tão canibais
deslembra, desfala, espalha
o passado não existe mais
A gente acerta e erra
grita ao alento segredos
cada qual clama e berra
se enreda em seus enredos
a vida prossegue tão bela
há doces , amargos e azedos
há sol se abrires a janela
mas tu tens fobias e medos
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
INCONSCIÊNCIA NEGRA
Li que era fato raro usar o lado direito do cérebro
Li que poesias vêm do lado direito do cérebro
Li que musicas vêm do lado direito do cérebro
Que as artes fervilham no lado direito do cérebro
Li que negros usam o lado direito do cérebro
Li que a violência vinha do lado direito do cérebro
Li que negros foram por aqui escravizados
E pra cá trouxeram mais leveza e doçura
Que em meio à usura trouxeram mais carinhos
Li de amas negras que amamentavam em prantos
Li de negros que tinham filhos brancos
E de brancos com seus rebentos negrinhos
Li que cá ou acolá bem mais negros morrem
Li que aqui ou acolá bem os mais negros correm
Afastam-se dos centros e levam sua alegria
Os acolhem as distancias e a luzes da periferia
Negros de todos os matizes se aferram as suas lutas
Mães negras criam suas proles e outras viram putas
São marrons, morenas, beges outras são retintas.
Peles, requintes do berço, das historias ditas.
Que seja tudo bem maior que qualquer tom de pele
Seja culto, tem doçura, tem virtude e a tradição zele.
Tem cultura, tem magia, esquece os preconceitos.
Pretonceito, branconceito;
tudo leva a nada!
Lixo mental de pobre mente apequenada
Pensa grande, pensa alto , honre a existência
Seja negro, seja branco , ser humano
Tenha consciência
Li que poesias vêm do lado direito do cérebro
Li que musicas vêm do lado direito do cérebro
Que as artes fervilham no lado direito do cérebro
Li que negros usam o lado direito do cérebro
Li que a violência vinha do lado direito do cérebro
Li que negros foram por aqui escravizados
E pra cá trouxeram mais leveza e doçura
Que em meio à usura trouxeram mais carinhos
Li de amas negras que amamentavam em prantos
Li de negros que tinham filhos brancos
E de brancos com seus rebentos negrinhos
Li que cá ou acolá bem mais negros morrem
Li que aqui ou acolá bem os mais negros correm
Afastam-se dos centros e levam sua alegria
Os acolhem as distancias e a luzes da periferia
Negros de todos os matizes se aferram as suas lutas
Mães negras criam suas proles e outras viram putas
São marrons, morenas, beges outras são retintas.
Peles, requintes do berço, das historias ditas.
Que seja tudo bem maior que qualquer tom de pele
Seja culto, tem doçura, tem virtude e a tradição zele.
Tem cultura, tem magia, esquece os preconceitos.
Pretonceito, branconceito;
tudo leva a nada!
Lixo mental de pobre mente apequenada
Pensa grande, pensa alto , honre a existência
Seja negro, seja branco , ser humano
Tenha consciência
Por Edson Ovidio
domingo, 5 de outubro de 2014
"NOSSO TEMPO , OUTROS TEMPOS, O MESMO TEMPO"
Muitas vezes, surpreendemo-nos com a história da raça humana
sobre a terra, através das páginas do tempo, nos vários rincões por onde singra
o rio da experiência humana no planeta observamos a repetição de memes que
espocam aqui e ali com os mesmos atributos, ranços, rigores e requintes de poderes
tentaculares que dizimaram e dizimam esse ou aquele povo, a sanha de conquista
dos tiranos que mudaram e mudam o traçado dos países, a saga e historia das
etnias e sociedades. Assistimos a fúria cega da politica de caudilhos que se
arvoram como salvadores de seu clã, mas que então lançam mão da fagia sistemática
da cultura e das vontades de todos
aqueles que se lhes contrariem a dominação.
Sob a pressão de poderes de carrascos e tiranos que
escolhemos como lideres, debandamo-nos e acolhemo-nos sob o auspícios de inquisidores
e cruzados e nos escudamos sob deuses, divindades lastreados na ignorância e
medo e então queremos formatar os nossos temores coloridos de dogmas em leis que impõem os interesses pessoais acima do
coletivo.
Ouvimos vozes seculares de Lideres que com sua palavra mágica
num instante preciso, ribombam no bom senso coletivo dos ouvidos que realmente
ouvem , ecoam nas paredes do tempo e vibram o diapasão de algumas poucas vontades
que se levantam sempre em prol da liberdade individual , expressão e conquista de um povo.
Edson Ovidio
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