sábado, 16 de fevereiro de 2013

CHAMO-ME CARIDADE



Chamo-me caridade
Olvidam-me  olhos,  mentes , corações
E o  luxuoso  fausto  do povo  da  cidade
Exortam-me  preces  e torpes orações
fios tênues  entre o  eu sou e o tu  és
ausente  dos  teus dias, palavras e ações
Esquece-me  como que sob os  teus pés

Chamo-me caridade
Precipito-me  facho  de luz ao inferno
Rocio de abundancia e muita claridade
Iriso-me em amor  multicor, sempiterno
Despejo  do  meu doce  ao mais amargo
Preciso de teus braços, força,  fraternidade
Transcenda  além , não passes ao  largo


Chamo-me Caridade
Sussurro a ti a cada fecundo instante
Bato e tu não me abres portas a mim
Em ti jaz um  o vazio  inclemente
Mouco com sentimento ausente
ao dó  a  tua alma é cega, não sabe
a voz e o clamor do mais  carente

Chamo-me caridade


Por Edson Ovidio



MY NAME IS CHARITY 


My name is Charity
Forgotten by eyes, minds and hearts
Luxurious splendour of the people in the city
You praise me with clumsy prayers indeed
I am and you are either never gear or fit
Void in your day, word, in your deed
You kept me Mislaid under both feet

My name is Charity
Plunged into hell, I am a beam of light
Gentle breeze and   dewdrops of clarity
A  hue of a love everlasting  and bright
Sweetness spilled in a cup of bitterness
Abide your arms, strength and fraternity
Stride beyond your faint needlessness

My name is charity
Whispering   in your ears the seed of will
I knock on your door but around you turn
Your soul is blind and around you mill
Deaf, feeling that you are late to learn
About voices and awes of those you spurn





Um comentário:

Anônimo disse...

lindo